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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Parte II_A Copa do Mundo no país do futebol

As mudanças no país à partir de 2010

O Brasil em 2010 é um país completamente diferente do tricampeão do mundo. Somos penta e caminhamos em busca do hexacampeonato. 
Vivemos em um período democrático em que os governantes são escolhidos por votação direta. E desta vez, a disputa do título será aqui.
Mesmo assim, o jogo não estará ganho. Será preciso demonstrar ao vivo e a cores para todo o planeta que o rótulo “país do futebol” não é apensas um jargão vazio e que o país goza de perfeita infraestrutura e logística de padrões de saúde e educação compatíveis à qualidade de nossas arenas considerados “Padrão FIFA” que deverão sediar o mais importante de todos os espetáculos.
Porém, a verdade é bem outra. Um dos esportes mais populares do mundo não passa de uma impostura controlada por uma entidade “imperial” a FIFA, para que grandes empresas possam lucrar muito à custa da grande paixão do torcedor ingênuo.
Padrão FIFA
“O Secretário Geral da entidade desconversa, mas explica o que é o padrão FIFA:- Pedimos o Melhor”
A expressão "padrão FIFA" ganhou as ruas do Brasil durante as manifestações. Não faltaram cartazes pedindo escolas, hospitais, transporte público e segurança no chamado padrão FIFA, ou seja, com alto nível de qualidade. Nesta terça-feira, durante entrevista ao "Seleção SporTV", o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, questionado se gostaria de ver hospitais "padrão FIFA", já que afirmara antes que a Copa do Mundo deixa um legado, desconversou em um primeiro momento, perguntando o que significa a expressão.
- O que é o padrão FIFA? Já vi as pessoas falarem, cartazes - disse.
Ao receber o esclarecimento do apresentador Luiz Carlos Júnior, que afirmou que se trata de um alto padrão, Valcke concordou com a expressão e explicou que um evento como a Copa do Mundo envolve muitas pessoas, de diversos países, e exige que seja entregue um produto de grande qualidade. O secretário-geral da FIFA ainda garantiu que, em 2014, os brasileiros receberão o "padrão FIFA".
- É verdade (que é um alto padrão). Com certeza, quando falamos da Copa do Mundo, porque é organizada uma vez a cada quatro anos. São as 32 melhores equipes do mundo. Um bilhão de pessoas assistindo à final. Três milhões de pessoas nos estádios etc. Quando temos estes números, temos que fazer o melhor. Não podemos desapontar as pessoas. Elas esperam o melhor tanto dentro do campo, quanto nas cidades. Querem se divertir quando vierem para o Brasil. Por isso pedimos muito, pedimos o melhor. Por isso nosso padrão é tão alto. Tenho certeza de que, quando observarmos o que foi entregue, teremos o padrão FIFA - declarou.
Entre os problemas que a FIFA deseja corrigir da Copa das Confederações para a Copa do Mundo, está a comunicação com o público, tratada por Jérôme Valcke como uma das prioridades no momento. O dirigente reconheceu que a organização dos eventos se expressou mal em alguns momentos, o que causou desgaste com os brasileiros.
- Acho que sim, com certeza (nos expressamos mal). Não diria que foi um erro, mas temos que nos comunicar mais, dar mais informação sobre o que é a organização da Copa do Mundo, como começamos a fazer na última conferência de imprensa com o ministro (Aldo) Rebelo. É uma parceria. O Governo tem que fazer isso conosco. Temos a FIFA, o Comitê Organizador Local e o Governo. Juntos temos que trazer mais informações para o público, para que possam entender o que é a Copa do Mundo. Isso faz parte das prioridades que temos logo depois da Copa das Confederações. “Tentar explicar o que a Copa do Mundo significa - concluiu.”

O Brasileiro está longe do Padrão FIFA

Brasileiros e estrangeiros, que assistiram a Copa das Confederações em 2013, elogiaram muito o conforto, a organização, o luxo e a segurança dos estádios brasileiros que já estavam dentro do Padrão FIFA.
Não era para menos, pois os gastos foram astronômicos, não se esqueçam de que estamos em época de crise econômica mundial, bem o Brasil não se importou com esse mero detalhe.
Uma análise do custo de quase todas as obras mostra que ele se elevou.
O total de gastos com os estádios para a copa de 2014, está em torno de 8 bilhões de reais, 1 bilhão a mais do que o estimado, e esse número ainda está longe de ser definitivo.
Fora dos estádios revela-se o outro lado do paraíso; o povo enfurecido, que já marchou pela paz, pela democracia e pela liberdade. Marcha agora por dignidade e respeito, exigindo das autoridades deste país um transbordamento do padrão FIFA para fora dos estádios.
Uma lição valiosa, é que estes surtos de indignação, sempre guardam uma razão real, muitas vezes escondida atrás de dizeres desconexos. 
As verdadeiras frustrações para um bom observador são cada vez mais claras.
Os gastos do dinheiro público não estão sendo bem administrados e empregados naquilo que é mais urgente e necessário para a população.
E depois que a copa acabar, vamos comer grama “padrão FIFA” ?


Marcos A. Moraes
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