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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Código de ética dos índios norte-americanos

Levante com o Sol para orar.
Ore sozinho. Ore com freqüência.
O Grande Espírito o escutará, se você ao menos, falar.

Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho.
A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza,originam-se de uma alma perdida.
Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.

Procure conhecer-se, por si mesmo.
Não permita que outros façam seu caminho por você.
É sua estrada, e somente sua.
Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

Trate os convidados em seu lar com muita consideração.
Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

Não tome o que não é seu.
Seja de uma pessoa, da comunidade,da natureza, ou da cultura.
Se não lhe foi dado, não é seu.

Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra.
Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
Respeite os pensamentos, desejos e palavras das pessoas.

Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite.
Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.
Nunca fale dos outros de uma maneira má.
A energia negativa que você colocar para fora no universo,voltará multiplicada a você.

Todas as pessoas cometem erros.
E todos os erros podem ser perdoados.
Pensamentos maus causam doenças da mente,do corpo e do espírito.
Pratique o otimismo.

A natureza não é para nós, ela é uma parte de nós.
Toda a natureza faz parte da nossa família terrestre.
As crianças são as sementes do nosso futuro.

Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lições da vida.
Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que cresçam.

Evite machucar os corações das pessoas.
O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

Seja sincero e verdadeiro em todas as situações.
A honestidade é o grande teste para a nossa herança do universo.

Mantenha-se equilibrado.
Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental,seu corpo Emocional e seu corpo Físico:todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.
Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental.
Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.

Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá.
Seja responsável por suas próprias ações.

Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros.
Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas,especialmente objetos religiosos e sagrados. Isto é proibido.

Comece sendo verdadeiro consigo mesmo.
Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

Respeite outras crenças religiosas.
Não force suas crenças sobre os outros.

Compartilhe sua boa fortuna com os outros.
Participe com caridade.




CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO.


Deste conselho participam as tribos :


Cherokee Blackfoot
http://www.darkfiber.com/blackirish/cherokeeblackfoot.html

Cherokee
http://www.cherokee.org/

Lumbee Tribe
http://www.lumbeetribe.com/index2.htm

Comanche
http://www.texasindians.com/comanche.htm

Mohawk
http://www.mohawktribe.com/

Willow Cree
http://www.aboriginalcanada.gc.ca/acp/community/site.nsf/en/rn09063.html

Plains Cree
http://www.sicc.sk.ca/heritage/sils/ourlanguages/plains/plains.html

Tuscarora
http://www.tuscaroras.com/

Sicangu Lakota Sioux
http://www.rosebudsiouxtribe-nsn.gov/

Crow (Montana)
http://www.crowtribe.com/

Northern Cheyenne (Montana) http://www.billings.k12.mt.us/literacy/mont_indian/northern_cheyenne.htm



E os homens brancos julgam-se mais civilizados e evoluídos que os índios. . .



Nações Unidas, 11/08/2008, (IPS) - A comunidade internacional agora reconhece o direito dos povos nativos de proteger suas terras e seus estilos de vida.

Mas a maioria dos 370 milhões de indígenas do mundo ainda sofre abuso e injustiça por parte do Estado e de Empresas. “Devemos observar os progressos substanciais que conseguimos, mas, também o longo caminho que nos resta”, disse à IPS Bem Powless, ativista da Rede Ambienta Indígena e membro da nação mohawk, hoje dividida nos territórios dos EUA e do Canadá. Powless e outros ativistas expressam satisfação pela aprovação da Declaração de Direitos dos Povos Indígenas, votada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em setembro de 2007. Mas, dizem que não vêem razoes para acreditar que aqueles que ocuparam suas terras tenham vontade de mudar sua atitude.

Por ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, que desde 1994 é comemorado em 9 de agosto por decisão da ONU, os ativistas se mostram desconfiados, e se baseiam em sua experiência histórica. “No passado, os governos foram cúmplices de genocídios, apropriação de terras, maciça degradação ambiental e muitos outros abusos, negando aos povos indígenas seus direitos e suas liberdades fundamentais”, acrescentou Powless. Canadá e Estados Unidos figuraram entre os poucos que votaram contra a declaração de direitos dos povos indígenas aprovada pelas Nações Unidas.

O Comitê para a Eliminação da Discriminação Racial, vinculado ao Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), criticou os dois governos. Este órgão é responsável por verificar as violações da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de discriminação Racial, adotada pela ONU em 1968. O Comitê cobrou do governo do Canadá “medidas administrativas ou legislativas adequadas para prevenir os atos de corporações multinacionais em territórios indígenas”. Além disso, pediu que enviasse um informe sobre o efeito da atividade dessas empresas sobre os povos indígenas em outros países.

Essa decisão foi a resposta a um pedido de organizações indígenas, que acusaram companhias privadas canadenses de exploração ilegal de suas terras em território dos Estados Unidos. A queixa se referia particularmente à situação de tribo shoshone, cujas terás se estendem pelos Estados de Idaho, Califórnia, Nevada e Utah. Essa região é atualmente a terceira produtora mundial de ouro. Muitas multinacionais operam nessas áreas e outras pretendem fazê-lo em breve. Várias dessas empresas, segundo a denúncia apresentada, estão registradas no Canadá.

Os ativistas indígenas dizem que diversas áreas onde se realiza a atividade mineira foram palco de cerimônias espirituais e culturais de suas comunidades durante milhares de anos. Além disso, reiteram que o lixo tóxico gerado pela exploração mineira causa um enorme dano à saúde e ao bem-estar de seu povo e também ao meio ambiente. Em 2006, também em resposta a uma petição dos shoshone, o Comitê criticou os Estados Unidos por violarem os direitos da comunidade, em contravenção às disposições da Convenção contra a discriminação.

Os 18 especialistas desse órgão da ONU disseram que possuíam “informação confiável” sobre estar sendo negado aos shoshone seu tradicional direito à terra, e afirmaram que o governo norte-americano deveria por fim a todas as atividades comerciais em áreas tribais, incluindo as operações mineiras. Washington reconheceu os direitos desse povo nativo em um tratado de 1863, mas em 1979 a Suprem Corte, sustentada em um erro nesse instrumento, outorgou ao governo a administração fiduciária das terras.

As autoridades norte-americanas justificaram sua posição com o argumento de que os membros da tribo haviam abandonado as formas tradicionais de posse da terra, e mencionaram o “gradual avanço” sobre as mesmas de pessoas não nativas para reclamar boa parte delas como território federal. Os shoshone responderam que o “gradual avanço” era parte de uma política norte-americana para roubar-lhes as terras e que isso constituía um ato de racismo.

Conscientes de que das relações entre as comunidades indígenas e os governos permanecem tensas em muitas partes do mundo, funcionários do secretariado da ONU procuram organizar seminários e encontros para criar um clima cordial, que permita o entendimento mútuo e a reconciliação. Essa reconciliação – dizem na ONU – pode tomar diversas formas nos diferentes países, mas, “geralmente implica o reconhecimento de injustiças passadas e justiça para as vítimas”. As Nações Unidas consideram que a adoção da declaração sobre os direitos indígenas de 2007, após mais de 210 anos de negociações entre os Estados e representantes desses povos, foi “um ato histórico de reconciliação”.

Em uma mensagem por ocasião do Dia Internacional dos Povos Indígenas do Mundo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon , disse que essa declaração “dá a oportunidade para os Estados e os povos indígenas fortalecerem suas relações, promoverem a reconciliação e garantirem que não se repita no passado”. Porém, Powless acredita que alguns países poderosos não mudarão sua atitude em relação às comunidades nativas se não houver uma maioria de cidadãos informados que cobrem uma prestação de contas daqueles que definem as políticas públicas.

“O público deve entender os direitos e as preocupações dos povos indígenas. E tem de agir para protegê-los, porque sendo o grupo mais marginalizado do mundo mostra como será tratado o restante de nós. Também representa a forma mais segura de proteger os ecossistemas que ainda restam”, afirmou Powless. Muitos especialistas em mudança climática compartilham desse ponto de vista. Consideram que os povos indígenas podem ter um papel-chave na preservação da biodiversidade e dos recursos do planeta porque vivem em estreito contato com a natureza. (IPS/Envolverde)

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