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segunda-feira, 10 de março de 2014

A CRISE NA UCRÂNIA_parte I

ENTENDO A CRISE DA UCRÂNIA

Introdução
A Ucrânia é a 2ª maior nação da Europa em área, sendo a Rússia a primeira.
Conhecida como celeiro da extinta URSS, devido a grande produção de cereais e possui ainda grande reserva de carvão, ferro e manganês.
No litoral do Mar Negro fica o movimentado porto de Odessa.
A frota militar da Rússia está ancorada em Sebastopol, na Península da Crimeia, desde os tempos da antiga URSS permanece na região, por meio de um acordo selado em 1997 entre Ucrânia e Rússia.

1. Um pouco da História

Século IX – A Ucrânia localiza-se no território inicial do Império Russo, em torno de Kiev.
Século X – Eslavos, escandinavos e bizantinos fundem-se na cultura do novo reino, cristianizado no mesmo século.
Século XIII e IV – Após a decadência dos principados russos em face de invasões mongóis e os ucranianos foram dominados por polonês e lituano.
Em 1667 – a porção da Ucrânia a leste do Rio de Dnieper torna-se parte da Rússia e a região Oeste é anexada pela Polônia.
Século XVIII – Partilha do território polonês e a Rússia amplia seus domínios.
1905 – Ocorre uma revolução (Domingo Sangrento) e o czar concedeu maior liberdade aos ucranianos e revoga a proibição do uso de seu idioma natal.
1917 – Nacionalistas de direita proclamam a independência durante a Revolução Russa.
1920 – Os comunistas assumem o controle do país e perdem parte do território em confronto com a Polônia. Com isso a parte Ocidental fica com a Polônia e a Oriental fica com a Polônia, Tchecoslováquia e a Romênia. A Região Central e Oriental transforma-se em parte integrante da U.R.S.S.
1990 – O “soviete supremo” (Parlamento) da Ucrânia declara a soberania do país.
1991 – O fracasso do golpe de Estado promovido em Moscou pela linha dura soviética precipita a independência da Ucrânia. Logo em seguida o país participa com a Rússia e Belarus da criação da CEI.
1994 – Leonid Kuchma vence as eleições presidenciais da Ucrânia e inicia reformas econômicas liberalizadas.
1995 – O Parlamento anula a Constituição da Crimeia, república autônoma com a população majoritariamente russa que buscava a incorporação à Rússia.
1997 – Ucrânia e Rússia firmaram um acordo sobre a frota militar no Mar Negro. Os russos ganharam através de arrendamento o controle do porto de Sebastopol (Crimeia) para lhes servir de base.
2004 – Denúncia de fraude marcar a eleição presidencial vencida pelo 1º Ministro Viktor Yanukovich, politicamente aliado da Rússia.
Milhares de pessoas contrárias ao novo presidente protestam nas ruas, movimento que ficou conhecido como “Revolução Laranja”, cor utilizada pelos partidários de oposição.
2010 – Líder de oposição e derrotado pela Revolução Laranja Yanukovich pró-Rússia elege-se presidente.

2 . Atualidades – A crise da Ucrânia

2013 – Novembro – Foi o início da crise atual quando Yanukovich se negou a assinar um acordo econômico com a União Europeia, preferindo um empréstimo russo.
Yanukovich é acusado de estimular uma corrupção sem precedentes nas instituições do Estado da Ucrânia.
Esse estopim desencadeou uma grande e violenta manifestação popular na Praça Maidan para depor o líder politico.
Fevereiro de 2014 – Kiev assistia a queda de Yanukovich e enchia de esperança os manifestantes nacionalistas e pró-Europa.

O novo governo

Em Kiev o Conselho de Maidan, que reúne os líderes políticos dos protestos, da sociedade civil e dos grupos radicais ucranianos dá posse ao presidente interino Olexander Turchinov.
Enquanto os líderes pró-ocidentais consolidam o poder em Kiev aumentam os receios de que a Crimeia, com a maioria de população russa, passa a ser o alvo de Putin e da uma possível separação.

O novo presidente interino da Ucrânia em seu primeiro pronunciamento advertiu que caso a frota russa permaneça na Crimeia ocupando áreas que não façam parte do acordo de 1997 será considerado como um ato de “agressão militar”.

A CRISE NA UCRÂNIA_parte II


A opinião do governo Russo

O presidente da Rússia Vladimir Putin para quem a perda de influência na Ucrânia representa uma grande derrota política, não deixará escapar a oportunidade de incentivar sentimentos separatistas junto à população da Crimeia, mesmo que seja apenas para que haja uma desestabilização para o governo interino.


Os problemas que o governo interino da Ucrânia deverá enfrentar

Além da pressão russa exercida sobre Kiev incentivando a separação da Crimeia o governo da Ucrânia também precisará tomar medidas que evitem a falência do país nos próximos meses.
Moscou suspendeu a ajuda prometida de 15 bilhões de dólares e a situação financeira e econômica da Ucrânia está em situação de precariedade. Estima-se que as reservas ucranianas tenham 12bi/dólares, suficientes para pagar por tudo que necessita por apenas seis semanas.


A ajuda dos EUA e União Europeia

Os EUA ofereceram à Ucrânia o empréstimo de 1 bilhão de dólares a fim de suavizar o efeito da redução de subsídios da Rússia.
A União Europeia também decidiu ajudar a Ucrânia quitar sua dívida de 2 bilhões de dólares com a Rússia.
Assim sendo, grande parte dos problemas financeiros ucranianos seriam resolvidos  e isso para Putin é motivo de irritação.


Putin fala sobre o conflito pela primeira vez

Em Marco de 2014 o presidente da Rússia Vladimir Putin se pronunciou publicamente sobre a Ucrânia pela primeira vez desde a queda de Viktor Yanukovich.
Putin admitiu que usará de todos os meios, inclusive à força para defender os interesses de seu país no país vizinho e deu de ombros às sanções contrárias. Classificou a queda de Yanukovich como um golpe de estado e informou que embora o parlamento ucraniano seja legítimo o presidente interino não é.
Reafirmou que para a Rússia Yanukovich ainda é o líder e é um pedido dele que torna legítimo o uso das Forças Armadas Russas na Ucrânia.


A posição dos EUA diante do pronunciamento de Putin

Barack Obama declarou no mesmo dia do pronunciamento do colega russo que as razões apresentadas por Putin para a invasão na Crimeia “não enganam ninguém”. Afirmou ainda que a União Europeia e aliados, como Canadá e Japão acreditam que a Rússia violou o direito internacional

Marcos Antonio de Moraes
09.03.2014


Fontes Pesquisadas
Almanaque Abril (2012)
Revista Veja Edição 2363 de 05.03.2014
Periódicos: Jornal Correio Popular dos dias 27 de Fevereiro a 05 de Março de 2014, O Estado de S.Paulo e Folha de São Paulo.


Questões - responder com no mínimo 5 linhas.

1.Estabeleça um paralelo entre a situação da Crimeia no tempo da U. R. S. S. e agora, na época da Rússia.

2. Quais as razões pelos quais o Presidente da Rússia (Putin) deseja anexar a Crimeia e o motivo pelo qual a União Europeia e os EUA são contrários a essa ameaça?