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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

FIM DA ERA BUSH

Os oito anos de governo de George W. Bush ficarão nos anais da História como uma nuvem cinza, sem brilho.

Na economia, na política externa e nos valores os Estados Unidos da América perderam o glamour real ou aparente, que acompanhou a sua liderança mundial ao longo do século XX.

O Merrill Lynch e o Lehman Brothers, dois dos quatro maiores bancos de investimentos de Wall Street desapareceram no mesmo dia, engolidos pela mais avassaladora crise financeira desde a quebra da Bolsa de NY, em 1929.

O primeiro foi incorporado pelo Bank of America e o segundo dissolveu-se como massa falida.

Dias depois o Tesouro americano anunciou a aquisição de muitos bilhões de dólares em créditos podres que ameaçavam destruir o sistema financeiro americano e ainda arrastar junto as finanças globais (como se fossem um casal de roedores de moedas que Maga Patalógica colocou no depósito de dinheiro do Tio Patinhas, que iam procriando e espalhando filhotes por tudo que era lugar).

CAUSAS

A guerra no exterior, a redução de impostos para os ricos e o estimulo ao consumo financiado foram os fatores que combinados geraram a verde bomba de criptonita que o Lex Luthor (a Realidade) detonou contra os estáveis pilares do capitalismo americano.

O sistema produtivo sofreu os efeitos da crise financeira, que nem o Super-Herói, carregando-o no colo conseguiu que ficasse imutável.


FINANCIAMENTO NO IRAQUE E AFEGANISTÃO


A guerra no Iraque fracassou, mesmo se o nível de violência no país ocupado atenuou-se bastante em 2008, em virtude da ruptura entre as resistências sunita e braço iraquiano da AL - Queda, os grandiosos objetivos originais foram abandonados há tempos.

O Iraque não se transformou no modelo para a reorganização geopolítica do Oriente Médio, que Washington desenhara. Ao contrário, agravou toda a instabilidade na região e fortaleceu a influência do Irã.

Simultaneamente a ocupação do Afeganistão enfrenta crises sucessivas e AL – Queda reorganiza-se no vizinho Paquistão, que se converteu em terra sem lei.

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE NOVEMBRO DE 2008


Eleições Presidenciais de novembro de 2008 podem ser vistas sob o ângulo da posição de dois grandes partidos políticos na sociedade americana.

Democratas e Republicanos que disputaram a estratégia mais eficaz de angariar a simpatia dos eleitores.

Há muito, pelo menos desde a crise que destruiu o 2º mandato de Richard Nixon (meados da década de 70), os Democratas não tinham uma chance tão palpável de restabelecer o domínio político na política do país. Se fracassem numa eleição marcada pelo repúdio ao governo Bush ingressariam em um túnel de uma revisão geral do programa e do discurso do partido.

Os Republicanos teriam que agir da mesma forma, porém o que estava em jogo era muito mais que uma eleição presidencial. Seria a definição da postura dos EUA diante do cenário global do século XXI.

Ninguém se atrevia a fazer um prognóstico, mas o realismo exige que se admitia o encerramento de um era hegemonia incontestável dos EUA.


A VITÓRIA DOS DEMOCRATAS


Barack Hussein Obama é eleito e tomará posse como o 44º Presidente, sendo o 1º negro a ocupar o cargo mais poderoso do mundo.


ORIGEM MULTICULTURAL

A vitória de Obama também é excepcional pelo que ele é, pelo que carrega na memória, no sangue, na carne: descendente de africano, nasceu nas Américas e morou na Ásia.

Seu pai que estudou economia nos EUA - era um negro da tribo Luos, do Quênia.

A mãe Ann Dunham, antropóloga fascinada pelos camponeses da Ilha de Java, era uma branca do interior do Kansas.

O padrasto indonésio era adepto do islamismo.

A meia irmã Maya Soetoro-Ng nasceu em Jacarta – Indonésia; casou-se com um descendente de chinês nascido no Canadá e mora no Havaí.

Obama é fruto desse caldeirão multicultural e étnico e presidiráa nação militarmente mais poderosa, culturalmente mais influente e economicamente mais pujante e imitada do planeta.


A VITÓRIA INCONTESTE DOS DEMOCRATAS E OS DESAFIOS DE OBAMA

Das urnas os democratas saíram com a Casa Branca e com a maioria nas duas Casas do Congresso, o que nunca foi garantia de um parlamento dócil em relação a Washington.

Terá pela frente um grande desafio: um país com duas guerras, uma grave crise financeira e a reputação internacional em frangalho.

É tal seu desafio que já se diz que vai precisar da coragem de Abraham Lincoln, (assumiu no auge da Guerra Civil); a astúcia de Franklin Roosevelt (arrancou o país da Grande Depressão) e os poderes de Grayskull.

O MUNDO TODO ESPERA DE OBAMA?

Transformaram-no em He-Man - o mais poderoso homem do Universo; protetor dos fracos; herói dos pobres e defensor dos oprimidos.

Que, ao lado da sua She-ra, na varanda da Casa Branca eleve a Espada-do-Poder sempre que as forças de Bin Laden aparecerem e com a arma consiga exterminar tudo que for ruim, dizendo as palavras mágicas: "Pelos poderes de Grayskull, eu tenho a força!"

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